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Autor Tópico: [Análise] Genji, Days of the Blace + extras exclusivos para o forum  (Lida 455 vezes)

Offline lima5000

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Ambientado  no Japão Feudal, Genji é continuação direta de Genji Dawn of the samurai em um  game de luta e ação que poderia ser comparado a uma evolução direta do sistema  final fight e streets of rage. Neste Genji Days of the Blade você ira jogar em equipe com quatro guerreiros  muito fortes, a escolha dos personagens é in-game, ou seja, você trocara o  personagem em tempo real com apenas um toque no direcional digital do controle.  Durante o game você lutara contra centenas, porque não milhares, de inimigos e  terá golpes muito realistas, onde todos os movimentos foram capturados do mestre  em espadas Mitsuhiko Seike.

Uma das principais alterações que você encontrara é o sistema Kamui,  simplesmente lindo na tela que se trata de um golpe mortal no oponente. Se  estiver com energia de sobra ainda poderá ser feito em câmera lenta e que nesta  versão você pode iniciar a ação, e não precisa mais de um contra-ataque. Genji  days of the blade tem duração de aproximadamente 15 horas tornando assim o dobro  do primeiro capitulo lançado para ps2.

Som e efeitos  sonoros
Nada como apreciar o  que ha de melhor em sons e ambientações japonesas, você ira ter mesmo a  impressão de que esta não apenas jogando mas sim também deixando o seu ambiente  de sua casa com uma ambientação sonora incrível, onde aqui não temos tiroteios  nem rock pesado não, mas sim todo aquele clima oriental. Mas não se engane, as  musicas não só tranqüilas não, fazem total harmonia com o que esta ocorrendo na  tela.

Gráficos
Mesmo fazendo parte  da primeira geração de games para o ps3, genji consegue se superar pois o  carinho que foi produzido mostra isso nos seus gráficos, apenas a movimentação  dos inimigos mais comuns é que deixa um pouco a desejar, você sempre terá,  principalmente nos chefes, que você nunca será tão rápido quanto eles, por mais  lentos que eles sejam.
 
Diversão e  jogabilidade
No meu caso  especifico que não pensei duas vezes em comprar a continuação, o game tem sim,  dois fatores em um, diversão e jogabilidade, onde mesmo em partes mais difíceis,  o controle não ira te deixar na mão, embora haja necessidade de algum  treinamento, principalmente no começo, pois os controles são um tanto quanto  complexos e geralmente não se trata apenas de apertar botões, mas sim o como e  hora certa você aperta esses botões. Recomendado a todos os públicos. Hoje este  game pode ser encontrado entre 80 e 100 reais facilmente, portanto, vale sua  compra, principalmente se você já jogou o inicio da serie, Genji dawn of the  samurai.

Personagens: 

Yoshitsune Genkurô
Um personagem muito ágil e técnico, usa e abusa da espada dupla

Benkei Musashibô
Um atacante muito forte, tira muita vantagem do seu tamanho e de seus literalmente falando "postes" para atacar, porém é o mais lento do grupo

Shizuka Gozen
Uma guerreira muito ágil especialista em facas e armas de longo alcance,  porém a mais fraca do grupo, mas sua agilidade compensa a sua fraqueza.

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Este não ire mencionar para que aqueles que ainda não jogaram para não fazer  spoiler desnecessário aqui em minha análise, mas este personagem é muito poderoso e ataca com uma lança, onde também é um deus em seu corpo.

Aqui não teremos problemas de câmera lenta mesmo somado aos montes de inimigos  tanto terrestres quanto voadores em sua tela. Mas de todos os inimigos, o maior será sem duvida, a câmera do jogo, realmente nas primeiras levas de jogos para  ps3, neste caso em especifico, você ira lutar muito com a câmera, mas de todos  os possíveis defeitos, este é o único.
Genji Days of the Blade é exclusivo para PS3.


Extras, apenas aqui no nosso forum
fonte: Zashi, História do Japão

Yoshitsune, Benkei e Shizuka-gozen
Personagens históricos são muito queridos pelo povo japonês por seus finais trágicos, por sua ingenuidade e por defenderem seus princípios, mesmo diante das autoridades



Yoshitsune
Yoshitsune (1159~1189) e Benkei são figuras muito populares no Japão, sendo representadas exaustivamente no teatro Kabuqui. Isso se deve ao gosto do povo japonês pelos personagens fortes, justos e que tiveram mortes trágicas.

Ushiwaka-maru, posteriormente chamado de Yoshitsune, foi o nono filho de Minamoto-no-Yoshitomo, morto na Batalha de Heiji, vencida pelo clã Taira. A partir daí, os Taira tomaram o controle político do Japão, perseguindo ferozmente os descendentes do clã Minamoto. Assim, a mãe de Yoshitsune, que tinha origem humilde, refugiou-se em Yamato, voltando mais tarde para Quioto, onde o garoto passou a infância. Tempos depois, ele foi mandado com seus dois irmãos para o Templo de Kurama, a fim de se tornarem monges.

Os irmãos tornaram-se monges, mas Yoshitsune recusou-se a seguir esse caminho e, aos 16 anos, fugiu para Ôshu (região nordeste do Japão). Durante seis anos, ele foi protegido por Fujiwara-no-Hidehira e, quando soube que seu irmão por parte de pai, Yoritomo, havia iniciado uma campanha para derrubar o clã Taira, resolveu unir-se ao irmão. Apesar da oposição veemente de Hidehira, Yoshitsune não cedeu. Assim, Hidehira designou dois de seus súditos para acompanharem Yoshitsune em sua empreitada.

Yoshitsune é conhecido por diversos episódios heróicos. Um deles é a Batalha de Ichi-no-Tani travada contra o clã Taira. Ele atacou a tropa dos Taira com mais de 70 samurais descendo o vale a cavalo por um declive quase vertical, por onde nenhum homem desceria em sã consciência. Com esse ataque surpresa, Yoshitsune conseguiu uma grande vitória, aumentando sua fama cada vez mais entre o povo de Quioto e inquietando o seu irmão Yoritomo.

Guerreiro sem malícia, Yoshitsune lutava apenas para vingar seu pai e para obter o reconhecimento de seu irmão. Entretanto, Yoritomo o via como uma ameaça ao seu poder. O prestígio de Yoshi-tsune aumentava proporcionalmente à desconfiança de seu irmão, quando a família Taira foi destruída na Batalha de Dan-no-Ura, que teve a participação fundamental de Yoshitsune.

Sem traquejo político, Yoshitsune acabou vítima de conspirações e não soube dissipar a desconfiança de seu irmão. Alegando insubordinação, Yoritomo proibiu sua entrada em Kamakura, confiscou suas terras e iniciou uma perseguição a Yoshitsune.

Durante sua fuga, além de contar com a proteção constante de seu fiel súdito, o monge Benkei, Yoshitsune foi ajudado por muitos simpatizantes. Ele procurou mais uma vez a proteção de Fujiwara-no-Hidehira, do poderoso clã da região de Ôshu, que faleceu em 1187. Em seu leito de morte, Hidehira pediu a seus filhos a destituição de Yoritomo, sob o comando de Yoshitsune. Porém, Fujiwara-no-Yasuhira, filho de Hidehira, temendo represália, matou Yoshitsune, sob ordens de Yoritomo.

Yoritomo, que ambicionava o domínio total do Japão apesar de Fujiwara-no-Yasuhira ter demonstrado fidelidade, enviou uma grande tropa para destruir o clã da região de Ôshu. Como a cabeça de Yoshitsune levou mais de 40 dias até chegar em Kamakura, espalharam-se boatos de que ele estaria vivo.

Benkei

O monge Benkei, fiel súdito de Yoshitsune, nasceu na atual província de Wakayama, filho de pais nobres. Seu nome de infância era Oniwaka, literalmente jovem demônio, pois desde pequeno possuía uma força descomunal, sendo uma criança extremamente violenta. Seu pai, que era monge, preocupado com o futuro de seu filho, mandou-o para o Templo Enryaku, em Hieizan, Quioto, a fim de iniciá-lo nos estudos religiosos. Porém, após vários abusos, Oniwaka deixou Hieizan e foi para Harima, onde, depois de brigar com um monge, incendiou o templo. Em Quioto, o rapaz conheceu Yoshitsune.

Embora Benkei seja um personagem real, sabe-se muito pouco sobre ele. Apesar de existirem muitas versões sobre suas façanhas, dramatizadas nas peças de Kabuqui, Nô, etc., há pouco registro sobre sua vida. Mesmo sobre seu encontro com Ushiwaka-maru (mais tarde, Yoshitsune), há algumas versões. A mais provável é que eles tenham se encontrado no Templo Kiyomizu, e Benkei tenha simpatizado com Yoshitsune, tornando-se seu súdito. No Templo Kiyomizu, há calçados e cajado de ferro usados por Benkei, tão pesados que só um homem de força descomunal poderia usá-los.

Outro episódio muito conhecido, representado diversas vezes no teatro Kabuqui, é a morte em pé de Benkei, tentando proteger Yoshitsune. Há a lenda de que Benkei, na Batalha do Rio Koromo-gawa, tentando proteger seu senhor Yoshitsune, ficou em pé sobre a ponte, apoiando-se em seu cajado de ferro e impedindo o avanço inimigo, tornando-se alvo de suas flechas.

Shizuka-gozen

Shizuka foi uma dançarina do estilo de dança tradicional shirabyôshi, em Quioto. Yoshitsune apaixonou-se por Shizuka quando a viu dançando, transformando-a em sua concubina.

Quando Yoshitsune fugiu da perseguição do irmão, Shizuka foi levada para Kamakura junto com sua mãe para ser interrogada sobre o paradeiro de seu amado, o que ela se negou a revelar.

Yoritomo pediu a Shizuka para dançar e cantar, pois queria conhecer a arte que tanto encantava o povo de Quioto. No inicío, ela recusou-se, mas, por persistência de Masako, esposa de Yoritomo, acabou cedendo, e dançou entoando o famoso poema que falava de sua paixão por Yoshitsune, fato que provocou a ira de Yoritomo.

Shizuka permaneceu alguns meses em Kamakura e deu à luz um menino, filho de Yoshitsune, que foi assassinado por Yoritomo, apesar da intervenção de sua esposa Masako.

Shizuka voltou para Quioto e, segundo a lenda, faleceu jovem, com pouco mais de 20 anos.

Yoshitsune, Benkei e Shizuka são personagens da história muito queridos pelo povo japonês, por sua alma pura, que beira à ingenuidade, por seus finais trágicos e por não cederem, mesmo perante à autoridade para defender seus princípios.

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