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Autor Tópico: [ANÁLISE] The Saboteur  (Lida 382 vezes)

Offline Kurosaki Ichiigo

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[ANÁLISE] The Saboteur
« em: Dezembro 10, 2009, 02:28:34 »



ANÁLISE : THE SABOTEUR.

Antes de prosseguir  na análise leia os avisos:
1)   As minhas análises são todas feitas por mim sem qualquer tipo de influência de revistas, sites ou de qualquer tipo de terceiros, por tanto, todos os fatos listados nas análises são 100% feitas de forma equilibrada entre o sentimento de gamer  e de critico.
2)   Em vários sites e revistas lançaram a análise deste jogo em apenas 2 dias depois que o mesmo havia sido lançado, não dando tempo suficiente para se jogar e se aprofundar na historia do jogo para poder assim, relatar com fatos verídicos os acontecimentos do jogo. Li em alguns sites erros grotescos como a nacionalidade de alguns personagens como exemplo a nacionalidade do personagem principal, Sean que nos sites teimam em dizer que ele é Francês, mas na verdade ele é Britânico ! Minha análise foi feita em base de 80% concluída do jogo por isso posso dizer com clareza pontos mais detalhados do jogo, algo que em sites e revistas não serão encontrados pois os mesmo em sua correria em lançar a análise o mais rápido possível, acabaram por não joga-lo
por completo deixando assim varias nuâncias em aberto.

3)   Como estamos num fórum voltado para as plataformas Sony, em especial o PS3, eu quis  deixar a análise bem detalhada de forma a ajudar as pessoas a decidirem se compensa ou não  pagar R$ 189,00 à R$ 279,00 neste game. Até porque, não é todo mundo que pode comprar qualquer jogo para o PS3 e Pagar cento e poucos reais neles. É sempre bom escolhermos à dedo cada jogo em que iremos gastar nosso suado dinheirinho.

4)   Esta análise é um tanto quanto “grande”, por isso deve avisar que, aqueles que tem preguiça ou não tem tempo para ler tudo, vá direto para o final da análise na parte “Considerações Finais” e ver o veredito sobre o jogo. Para aqueles que tem tempo ( se saco para ler tudo),  pode passar para a análise logo abaixo:


Nome: The Saboteur

Console: Playstation 3 (PS3)

Produtora: Extinta Pandemic

Distribuidora: EA

Gênero: Ação/Stealth

Jogadores: 1 (Sem possibilidades online)

Conteudo de Download: Sim

Capa:



A Pandemic é a mesma empresa que fez o aclamado Mercenaries 2, jogo que mesmo tendo falhas conseguiu agradar aos fãs e a mídia especializada. Como num ultimo suspiro de vida, a Pandemic lança The Saboteur para causar um impacto na mídia e fechar com chave de ouro a sua empresa, que foi fechada pela EA  cinco dias antes de lançar o jogo.
A Pandemic teve uma ótima visão de como abordar o tema  2° Guerra Mundial” e de ir contra a maré. Muitas empresas abordavam a Segunda Guerra com um jogo em FPS, vimos recentemente uma saturação no gênero, sendo que o ultimo grande jogo sobre o assunto foi o Call of Duty: World At War. As empresas viram que, continuar lançando jogos em FPS sobre a Segunda Guerra já não daria mais lucros pois tanto a mídia quanto os jogadores não queriam mais saber deste assunto. Por isso, as empresas de hoje preferem partir para dois campos: Um é ir no sentido das Guerras atuais como fora ocorrido com o Modern Warfare,  ou o recente anunciado Medal of Honor. Ou ir para o caminho dos jogos futuristas como Section 8 etc. Com isso vimos que o tema já estaria estagnado ao esquecimento, que o tema já não tinha mais nada à oferecer, mas recentemente vimos em um jogo para Xbox360 chamado Velvet Assassins que aborda o tema da segunda guerra mundial, no jogo você joga com uma espiã chamada Violet em uma perspectiva de ação em 3° pessoa no melhor estilo Splinter Cell , e utilizando  fatos reais, mas adaptados para o game.

Fato Historico: Violet realmente existiu, aos 19 anos de idade teve a triste noticia que seu marido havia morrido no campo de batalha, aos 20 anos resolveu entrar para o exercito e se tornar espiã para assim se vingar da morte de seu esposo e acabar com os Nazis, o problema é que em meio a uma de suas missões, Violet foi capturada, torturada e morta pelos Nazis.
No jogo boa parte das missões são desta forma, utilizando de fatos reais, a única mudança é que Violet não morre no final do game.


Deu para perceber que o tema ainda tem muito a nos oferecer e não precisa ser um FPS para abordar este fato histórico e a  Pandemic soube utilizar esta temática em seu favor e resolveu fazer um game que mistura um tema real como a 2° guerra, mundo aberto como GTA IV e ação furtiva que lembra um pouco de Splinter Cell combinado com as escaladas de Assassins Creed II.
No jogo controlamos um cara chamado Sean, um Britânico que fugiu de sua terra natal por dois motivos. Motivo 1) Ele não queria ser convocado para o exercito de seu Pais e ter de lutar contra os Nazis. Motivo 2) Sean é um piloto automobilístico e por isso ele resolve ir para a França para participar de alguns torneios de corrida.



Fato Historico: Na década de 40/50 as pessoas que eram atletas/esportistas  não eram convocadas para o exercito pois para eles, os atletas deveriam se concentrar em ganhar títulos para o seu pais de origem , chegando ao ponto de em alguns casos pararem  por alguns dias a guerra em prol de assistir uma competição como as olimpíadas ou corridas de carros.

O jogo começa com você controlando Sean em uma briga de bar, logo em seguida, você deve participar de uma corrida de carro, justo quando você passa para a primeira posição, um alemão chamado Schumacher.... quer dizer, Diearker da um tiro no pneu do carro de Sean fazendo com que ele roda-se e perdesse a corrida. Nervoso, Sean e seu amigo Jules resolvem dar o troco em Diearker pegando o carro dele e jogando precipício abaixo. Antes de irem embora, eles são capturados e torturados pelo então Diearker que não é apenas um piloto, mas também um doutor brilhante, brilhante em torturar. Diearker acha que Sean é um espião Inglês e numa tentativa de tirar a verdade de Sean, ele executa Jules diante de Sean. Apartir disso, Sean tem que fugir para o centro de França e é ai que começa todo o trabalho de sabotagem e vingança de Sean.



NOVO ESTILO

The Saboteur exibe um estilo próprio de jogo muito parecido com filmes como Spirit e Sin City não qual o filme é todo em preto, branco e cinza, tendo apenas algumas coisas com cores reais. Em The Saboteur ocorre o mesmo, tudo é preto e branco, tirando apenas as bandeiras Nazis ou os olhos de Sean e outras coisas. Isso passa uma sensação muito gostosa de que este não é um jogo que quer imitar ou pegar carona no estilo de outros jogos, ele possui personalidade própria, pelo menos no quesito gráficos. Toda França é bem construída e fiel a sua época de 1940. Casas, roupas, carros, enfim, tudo é extremamente bem feito deixando a imersão jogo – jogador muito maior.

O modelo dos personagens também é muito bem feito, cada qual com expressões faciais de acordo com a ocasião. Mas claro, nem tudo é flores e aqui também à erros que acabam incomodando o jogador. Mesmo o jogo tendo todo este estilo próprio e tal, ele sofre de uma falha muito chata que é o cliping, ou seja, a construção do cenário diante do seus olhos. Muitas vezes você acaba pegando um carro e andando pelas ruas perceberá que casas, cercas, postes, arvores montanhas e até pessoas e carros se constroem em uma pequena distancia de seu personagem. Outra falha é no detector de colisão do jogo.


Esta foto foi tirada por mim para mostrar a falha no cenario em que os dois soldados Nazis estão literalmente afundados no solo! A imagem está ruim pois a câmera de um MP9 é super fraca!


Muitas vezes  você verá o seu personagem preso eu algum objeto maciço como portas ou paredes, ou mesmo os NPCs e Nazis  com a metade de seus corpos enterrados no solo. Numa certa parte de uma missão, Sean havia morrido e tive de dar Retry para voltar do ultimo chekpoint, quando voltei me deparei com um tanque de guerra caindo do céu e espatifar encima de dois soldados Nazis!!! Nem tive o trabalho de mata-los pois o tanque “voador” já tinha feito isso por mim! Algumas vezes o carro em que estamos pilotando fica preso em paredes lisas ou mesmo afundam-se no solo como se fossem um avestruz !

FACIL DE JOGAR!

The Saboteur não é um jogo longo, seu mapa é menor do que o gigantesco mapa de GTAIV, até porque, França não é lá muito grande pais  não é mesmo? A jogabilidade “à pé” é muito parecida com GTA IV, mas possui sua própria característica. Da para correr, saltar, socar, agarrar, empurrar escalar etc. Já no carro os comandos são os mesmo de GTA IV tirando apenas a possibilidade de atirar enquanto se dirige o carro.
No jogo, você passará boa parte do tempo sabotando ou matando algum traidor da resistência. Como disse antes, o jogo todo está na tonalidade cinza, sendo assim, sempre que você finaliza uma missão em especial, aquela parte concluída ira brilhar e ficara com suas cores originais dissipando assim as predominação do cinza, preto e branco. Então, é necessário fazer todas as missões e deixar o mapa inteiro colorido.

Em questão de sistema de combate o jogo peca em alguns aspectos. No jogo não tem a possibilidade de travar a mira num único individuo como é em GTA IV ou The GodFather, infelismente você fica o tempo todo socando o ar ate conseguir acertar o seu inimigo. Outra coisa meio chata é a mira das armas, elas são extremamente sensíveis  e com um menor toque no analógico já da para move-la rapidamente para todos os lado, pegar o jeito vai demorar um pouco. Outro problema do jogo é que sempre que você precisa adentrar-se em algum estabelecimento Nazis você tem que chegar por traz de algum soldado Nazis e mata-lo silenciosamente, roubar a sua roupa e armas para assim adentrar no lugar, até ai tudo bem, o problema é que em sua volta cria-se um circulo amarelo que mede o quanto você está sendo visto ou desconfiado, eu batizei este sistema de Disconfiomêtro , sempre que você passa próximo de algum soldado, este circulo aumenta  fazendo uma barra ao lado do mapa se encher, caso ela se encha por completo, seu disfarce é descoberto e ai começa a chuva de tiros. O problema é que em algumas missões, o seu objetivo está justamente dentro de um local extremamente vigiado, sendo que se você colocar os pés neste local a sua barra ira encher num piscar de olhos, obrigando a ir como um Kamikaze até o seu objetivo e matar quem tem que ser morto ou explodir algo que tenha que ser explodido! Isso faz com que a sensação  de sabotagem vá por água abaixo, qual é a razão de se disfarçar, passar por todos os soldados sem ser notado para na hora  “H” ter que correr feito louco, ter o disfarce descoberto, explodir ou matar o seu objetivo ( isso é, quando você não morre no meio do caminho pois a chuva de tiros é tamanha que mal dá pra ver de onde vem tanto tiro fazendo com que voltemos a mesma missão incontáveis vezes), e ter de pegar o primeiro carro na frente e correr feito louco, fugindo dos caminhões, motos aviões e até zepelins!!

As escaladas no jogo também são um pouco falhas, Sean parece mais um boneco de Olinda se jogando de um para-peito a outro. Falta agilidade --- claro, não precisa ser como Ezio -- mas bem que ele poderia ser um pouco mais rápido ao subir as casas.

IA = INTELIGÊNCIA ARTIFICIALMENTE BURRA?
 ....Nem tanto, a maioria das coisas são bem solidas e cada personagem ou NPC age de forma convincente, o caso é que em varias partes é possível ver NPCs andando pela rua tranquilamente mesmo tendo em vista algum carro vindo na sua direção. Ai tanto o NPC quanto o carro continuam a sua trajetória normalmente até que um atropele o outro! Não são raras as vezes em que você esta no seu carro e derrepente vem outro carro no sentido oposto e bate de frente com você, mesmo você estando no lado certo da rua! Ou mesmo, carros batendo sozinhos em postes, dando a ré no meio de um comboio de carros, passando por cima de calçadas ou mesmo, NPCs andando em direção a paredes ou arvores e ficarem lá travados, andando na direção da parede sem parar. É tão idiota que chega à ser engraçado!



O mesmo não pode ser dito dos soldados Nazis, que com o menor dos movimentos teu já sacam as armas ou apitam chamando mais soldados e te fulminar no tiro.

MÚSICAS DE ÉPOCA

Todo o áudio do jogo é muito fiel a década de 40. Para onde se vá é possível ver as musicas nos cabaret ou mesmo nas rádios dos carros tocando musicas características da época. A dublagem também foi muito bem feita combinando perfeitamente cada voz com o seu respectivo personagem. Sons de explosões, gritos, gemidos, tiros ou seja, tudo o que envolve um som de guerra pode ser escutado aqui. Tirando apenas os sons dos veículos que em sua grande parte são o mesmo som para todos os carros comuns, tirando os caminhões, motos e tanques.

O jogo em si não é muito longo, resumindo-se em fazer as missões obrigatórias para o desenrolar da trama e deixando o jogador escolher em fazer as side-quests que envolvem destruir uma determinada quantidade de tanques, caminhões, canhões navais etc. Mesmo não sendo muito longo ele é sem duvida tenso e vibrante, quase nunca é lhe dado uma missão meia-boca. Você sempre estará pensando numa melhor forma de cumpri o seu objetivo. Você morrerá varias vezes nas missões, tentará varias vezes percorrer outros caminhos que darão no mesmo objetivo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

The Saboteur é um excelente jogo de ação/stealth que consegue prender o jogador no vídeo game por horas a fio. Mesmo tendo falhas que acarretam em re-start das missões por causa de um objeto ter ficado preso na parede ou coisas do tipo, The Saboteur é uma grata surpresa de final de ano, copetente eu sua estrutura geral, viciante, tenso e com belos gráficos  e estilos próprios que farão você se esbaldar com o jogo.
Se você quer saber se vale a compra deste jogo, sim, vale e muito a compra. Obrigatorio!!

Positivo:
-- Lindo estilo gráfico, rementendo a um estilo próprio sem copiar de algum outro jogo, sendo que ele poderá ser copiado por outros.

-- Sons muito bem arranjados, com explosões, gritos, tiros e ótima dublagem

-- Reprodução fiel a França da década de 40/50.

-- Matar Nazis é sempre bom, mesmo que não tenhamos motivos para mata-los.

Negativo:

-- Falhas nos gráficos como construção de cenários próximo do personagem.

-- O fator Stealth é um tanto falho pois mesmo disfarçado muitas vezes você é obrigado e deixar o seu disfarce de lado em prol da realização do objetivo e isso tira o fator Stealth que o jogo tanto quer mostrar.

-- IA dos NPCs extremamente falhas, com pessoas sendo atropeladas nas ruas e calçadas, motoristas batendo o carro na parede ou em postes.


Nota

Graficos: 9.0

Som: 9.0

Controller: 7.5

Nota Geral: 9.0

« Última modificação: Dezembro 10, 2009, 02:52:48 por Kurosaki Ichiigo »

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    Re:[ANÁLISE] The Saboteur
    « Responder #1 em: Dezembro 10, 2009, 07:42:06 »
    Bela análise Kuro!!! adorei os fatos históricos!!
    Quanto ao the saboteur, lendo sua análise parece melhor do que o que eu esperava dele, mais por enquanto a grana tá muito curta, eu vou pegar é o AC2 e o Uncharted 2 mesmo!!!
    Mais pela análise o game deve ter ficado muito bom!!


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    Re:[ANÁLISE] The Saboteur
    « Responder #2 em: Dezembro 10, 2009, 07:48:40 »
    Eu vi um anuncio no jornal hoje sobre esse the saboteur eu queria saber se ele é realmente bom e por esta análise eu acho que vou pega-lo pra PC depois pra PS3 :D



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    Re: [ANÁLISE] The Saboteur
    « Responder #3 em: Dezembro 13, 2009, 05:11:29 »
    Parabéns Kuro,sua análise está muito boa!!!
    Tá bem grande seu review mais eu não ia deixar de ler,adoro história,ainda mais quando se trata com elementos antigos e históricos,tô cansado de matar nazistas em Medal of Honor e Call of Duty,mais este eu dou um ponto positivo e tenha certeza que eu vou jogar.
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