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Análise: Bayonetta

Fly me to the moon and let me play among the stars

O trecho acima é uma pequena parte de uma clássica canção escrita por Bart Howard em 1954 e posteriormente usada por diversos artistas, inclusive por Frank Sinatra. Estranhamente esta canção faz parte da trilha sonora de Bayonetta e enquanto destroçamos centenas de inimigos angelicais ouvimos ao fundo esta linda canção de amor, um pouco bizarro não? No entanto podemos entender isso, pois na própria canção o autor usa um simples toque de mãos entre dois amantes para exemplificar uma alegria inimaginável que leva o amante a um estado de êxtase que o faz parecer andar sobre a lua. Talvez usando esta canção o time desenvolvedor de Bayonetta estivesse tentando nos fazer entender que eles definitivamente estavam tentando nos levar a euforia com seu game, mas será que Bayonetta promete o conseguido ou falha em sua missão? Confiram na análise abaixo.

Esta análise é um clássico republicado de nossa antiga versão do VidaPlaystation e foi originalmente escrito por Marco Aurélio C. Silva em uma sexta-feira 05 de Agosto de 2011.

Aonde tudo tem início

O game tem início quando a protagonista (Bayonetta) acorda após um sono profundo, no momento em que nossa heroína acorda ela não tem lembranças de nada a respeito de si própria, ela não sabe quem é, o que faz ou mesmo como ela veio parar naquele local.

Com o passar da história vamos descobrindo aos poucos a verdadeira origem de Bayonetta e o que fez com que ela fosse parar naquele local sem nenhuma lembrança de seu passado, Bayonetta na verdade é uma bruxa pertencente a facção das “ Umbra Witches “ (bruxas aliadas com a escuridão), a muito tempo atrás as “ Umbra Witches “ entraram em confronto com as “ Lumen Sages “ (bruxas aliadas com a luz) e ao fim de toda a guerra Bayonetta havia sobrevivido, a partir de então caberá a você desvendar todos os mistérios de Bayonetta e descobrir quais as causas para que tudo se encontre como está. A primeira vista o enredo de Bayonetta parece estranho e difícil de se entender, mais com o desenrolar da história e suas revelações ele se apresenta um enredo de qualidade e capaz de envolver o jogador em meio a suas reviravoltas e bizarrices.

Cômica? Sensual? Letal? Tudo isto e muito mais

A Platinum games obteve um grande sucesso na criação da personagem principal de Bayonetta, ela mesma a bruxa que dá nome ao game é simplesmente fantástica.

Quando começaram a ser desenhados os primeiros rascunhos para a criação da personagem uma imagem já havia sido formada na cabeça do diretor do game Hideki kamiya, segundo ele o projeto era de construir uma mulher sensual, incomum e que passasse um ar de inteligência e esperteza, e não deu outra Bayonetta além de tudo isto é uma personagem super carismática, a moçoila consegue ser cativamente em todos os momentos, seja quando ela anda quebrando os quadris como se estivesse em uma passarela ou quando detona dezenas de inimigos e de forma super debochada faz posições cômicas e manda beijos para quebrar as barreiras dos cenários.

Além de carismática Bayonetta possui vários tipos diferentes de ataques o que possibilita a criação de variados combos, alguns mais fracos e outros capazes de destroçar em pedaços vários inimigos. Um fato surpreendente e incomum no game é que Bayonetta usa seu cabelo para destruir seus inimigos seja invocando bestas infernais que literalmente comem os inimigos ou apenas fazendo com que seu cabelo se torne punhos ou pernas enormes esmagando os inimigos. Outro sistema fantástico é o sistema de tortura no qual Bayonetta pode invocar máquinas de tortura para usá-las em seus inimigos, as máquinas de tortura são bem variadas e vão desde simples guilhotinas a até caixões lotados de lanças que fazem dezenas de furos nos inimigos! Há também o Witch time no qual você devasta seus inimigos durante alguns segundos em um sistema de “Slow motion” no qual apenas Bayonetta se movimenta de forma normal. Mas acioná-lo exigirá do jogador um pouco de habilidade pois para entrar neste modo você deve se esquivar no momento exato de ataques inimigos.

Após aniquilar os inimigos Bayonetta pode fazer uso de suas armas porém como já era de se esperar este recurso não dura muito tempo e após algum tempo de uso as armas coletadas dos inimigos se desgastam e não podem mais ser usadas, mais não pense você que isto de alguma forma atrapalha no game pois Bayonetta tem suas próprias armas e além de toda a variedade de golpes e armas presentes no game você ainda tem a possibilidade de usar acessórios que aumentam ainda mais o leque de possibilidades do game, além de poder usar suas armas como bem entende, customizando seu arsenal para o seu estilo gamer e para as necessidades da batalha na qual você se encontra.

Como se já não bastassem todas as novidades e diversidades implementadas em Bayonetta, com o desenrolar da história Bayonetta ainda vai ganhando a habilidade de se transformar em animais para superar os desafios impostos no game. Particularmente o meu preferido é a pantera em que Bayonetta se transforma, assim como a Amaterasu de Okami por onde ela passa fica um rastro de flores, mais como Bayonetta é uma bruxa e não uma deusa suas flores tem uma coloração estranha o que faz uma clara referência a seus poderes malignos.

Após concluir cada um dos capítulos do game lhe será atribuída uma nota pelo seu desempenho assim como em Devil May Cry, mais ao invés de letras você recebe seu ranking em forma de medalhas sendo elas : Stone, Bronze, Silver, Gold, Platinum, e Pure Platinum. Não pense que será fácil ganhar o ranking máximo em todos os capítulos do game porque vários fatores serão avaliados como os danos que você sofreu, seu estilo durante as batalhas, seu número de derrotas e o número de itens usados por você.

Beleza e diversidade ao extremo

Um dos fatores mais impressionantes em Bayonetta é sua diversidade em cenários e a forma cuidadosa com a qual cada um foi projetado, todos os cenários são artisticamente perfeitos o que compensa o fato de o game não contar com gráficos de ponta. Os cenários variam desde simples cidades inspiradas em arte européia a até uma queda livre de uma grande torre ou outros que você apenas acreditará enquanto joga o game. Além dos cenários o game conta com um excelente design dos inimigos, como já era de se esperar vendo o time que trabalhou em Bayonetta, o game conta com inimigos artisticamente muito bem construídos. Alguns são meio bizarros assim como os da série Devil may Cry mais todos são muito bem detalhados e bonitos.

Além da beleza dos cenários outro aspecto chama muita atenção em Bayonetta, se trata de sua trilha sonora que se apresenta de forma muito original e se encaixando perfeitamente no contexto do game. Durante as batalhas você luta ao som de uma mistura de Jazz com músicas Pop, o que a primeira vista causa um certo desconforto mais com o passar do tempo este desconforto se torna admiração, pois vamos combinar que não cairia nada bem uma garota super feminina como Bayonetta lutando ao som de Heavy Metal.

Nem tudo é perfeito!

Bayonetta começou a ser produzido para ser um exclusivo para Xbox 360, mas após algum tempo a Sega decidiu expandir seu mercado e levar o game até o console atual da Sony, porém foi aí que os problemas começaram.

Como já é de se esperar de uma conversão o game começou a apresentar uma série de defeitos no console da Sony devido a sua adaptação, no resultado final não foi diferente e o game ficou com um resultado inferior no PS3.

Os gráficos ficaram com menos detalhes e os efeitos de iluminação ficaram um pouco precários além dos loadings mais demorados e as quebras constantes no Frame-rate.

Porém caso você não tenha testado as duas versões para poder comparar você nem irá reparar nestes defeitos e assim como eu se deixará levar por toda a beleza e exuberância deste título.

Uma grata surpresa

Bayonetta conseguiu surpreender aos gamers de uma forma inimaginável! Em pouco tempo o jogo deixou de viver as sombras de Devil May Cry e se tornou o game que Devil May Cry nunca conseguiu ser. Bayonetta é um título muito criativo e o time que trabalhou em sua criação não poupou esforços para torná-lo um game único e com muita personalidade. O resultado deste esforço pode ser observado em qualquer site ou revista especializada que tenha avaliado este game.

Sendo assim não há outra mensagem a passar se não a de que todos devem ao menos experimentar este game antes de criar conclusões precipitadas a respeito dele. Recomendadissimo!

Extras: Vídeos e Galeria de Imagens

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Ricardo Lima
Ricardo Lima é Assistente Social em uma instituição que oferta diariamente serviços destinados à população em situação de rua e direcionamentos diversos objetivando a elevação da qualidade de vida e acesso às políticas de garantias de direitos.
Também é administrador do Site VidaPlaystation, o qual mantém a mais de cinco anos, informando sobre o mundo do entretenimento na linha Playstation.

Ricardo Lima
Ricardo Lima é Assistente Social em uma instituição que oferta diariamente serviços destinados à população em situação de rua e direcionamentos diversos objetivando a elevação da qualidade de vida e acesso às políticas de garantias de direitos. Também é administrador do Site VidaPlaystation, o qual mantém a mais de cinco anos, informando sobre o mundo do entretenimento na linha Playstation.

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