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Análise: Street Fighter V

kuroStreet Fighter II foi um dos maiores divisores de água no mundo dos games ao lado de Final Fantasy VII. Ambos construíram um legado e após seus lançamentos se tornaram referência e por vezes inspiraram outros jogos e até foram copiados descaradamente. Depois de passar por altos e baixos, A Capcom lança o que segundo ela será o maior game da franquia de todos os tempos: Street Fighter V.

INFO: Produtora: Capcom / Distribuidora: Capcom / Gênero: Luta / Consoles: PS4, PC / Jogadores: 2

Autor: Ricardo (Kuro) Eugênio

Uma coisa que deve ser dita nessa análise é que a Capcom não tinha planos algum para criar Street Fighter V nesse momento. Para ela era mais interessante permanecer com Ultra Street Fighter IV por mais tempo e sempre popularizando o game nos torneios mundiais de games de luta.

Então a Sony coloca o PS4 no mercado e um dos seus objetivos, além da dominação global, era de transformar o seu novo console como a melhor plataforma de games de luta que existe. Isso tudo é para popularizar ainda mais seu console em torneios de games de luta.

Com a Ajuda ($) da Sony, a Capcom então resolveu produzir um novo Street Fighter e nesse colocaria toda a sua criatividade que jamais fora visto antes em qualquer game da franquia.

SPOILERS ALERT!

Aqui falarei um pouco do atual enredo do game, digo atual pois algumas coisas irão mudar no decorrer desse ano de 2016 então abordarei de forma resumida o que rola em Street Fighter V. Caso não queira saber, pule direto para a ANÁLISE.

Street Fighter V é uma ponte entre Street Fighter IV e Street Fighter III. Sim é meio bagunçado de entender que o “IV vem antes do III” e talvez seja por isso que a Capcom vá lançar um modo história parrudo somente no meio do ano. Mas para entender o básico devemos saber que SFV acontece exatamente um ano  após os eventos de Street Fighter IV. Aqui podemos ver que Ryu continua a sua peregrinação para controlar o Satsui no Hado, um poder oculto que consumiu Gouki (Akuma) e quer consumir Ryu. Nesse dilema Gouken tenta ajudar Ryu a controlar tal poder, e Gouki tenta fazer Ryu aceitar e se entregar a tal poder. Rola até uma dupla personalidade no Ryu que vez ou outra acaba “trocando ideia” com seu lado “Evil”.

Ken por outro lado continua participando de lutas mundo à fora para se tornar cada dia mais forte e quem sabe um dia derrotar seu maior rival: Ryu. E não só isso, Ken deseja se fortalecer para poder ajudar seu melhor amigo a controlar esse tal poder. Alias Gouken disse que Ken seria o único que conseguiria ajudar Ryu.

Nash acorda dentro de uma espécie de sarcofago todo remendado, e com um ódio danado de tudo e todos! Na verdade ele tem um objetivo que não é revelado nesse primeiro momento, mas especula-se que a nova organização “Illuminati” tenha o resgatado após os eventos de Street Fighter 0, na qual ele supostamente teria sido morto por Bison. Os Illuminatis o ressuscitaram e o programaram para matar o próprio Bison.

Cammy continua tendo fortes pesadelos com os tempos que ela era uma “Doll”. Doll’s são mulheres capturadas pela Shadaloo, sofrem lavagem cerebral, são treinadas e forçadas a trabalhar para Bison como assassinas, espiãs e guarda-costas pessoal. Após os eventos de Street Fighter IV na qual ela teve uma luta com DeCapri, Cammy resolveu que libertaria todas as Doll’s das mãos de Bison.

Chun-Li é a que possui um dos enredos mais pequenos de SFV. Seu objetivo foi e sempre será derrotar e afundar de vez a Shadaloo e aqui não é diferente. Mesmo vendo a derrota de Seth, Chun-Li senti que de alguma forma a Shadaloo continua na ativa…. e ela está certa.

O assassino F.A.N.G treinou quando jovem em um clã que fazia com que os garotos fossem expostos a uma quantidade controlada de veneno  para que seus corpos ficassem imunes aos mais diversos venenos. Quem sobrevivia aprendia as doutrinas dos assassinos e se tornaria um lutador formidável, além de selvagem e letal. Anos mais tarde o clã dos assassinos de F.A.N.G partem para matar Bison, e, todos são derrotados (mortos), menos F.A.N.G que vendo o tamanho poderio de Bison, resolve se render e se tornar  seu vassalo.

Trazendo ótimos resultados para a Shadaloo, Bison chama F.A.N.G para integrar o alto escalão da Shadaloo ao lado dele, Vega e Balrog, já que Sagat se redimiu e largou a organização para viajar pelo mundo e aperfeiçoar seu Muai Tai, e assim enfrentar Ryu novamente, mas dessa vez não como inimigo mas sim, como amigo. Sim após lutarem em SF4 Ryu e Sagat se tornaram bons amigos!

Para não alongar muito vou falar só da nossa linda brasileira Laura que seu objetivo nada mais é do que lutar com as pessoas mais fortes do mundo e popularizar o estilo de Jiu-Jitsu de sua familia. Vale lembrar que ela é irmã de Sean, o brasileiro com nome gringo que se torna aluno de Ken em Street Fighter III.

Os outros personagens possuem uma história menos interessante, servindo apenas para mostrar o que os motivou a saírem por ai lutando.

ANÁLISE

Street Fighter V acaba de ser lançado e nele podemos ver que a ambição da Capcom não é pouca coisa. O problema disso é que no atual estado o jogo é apenas um “rascunho” do que teremos no decorrer do ano.

A primeira coisa que salta os olhos são seus lindos gráficos. Bem diferentes do estilo cartunesco vistos em SFIV, aqui a Capcom abordou um tema mais maduro, mais “real”, sem as cores fortes e tal. A modelagem dos personagens estão incríveis! Lindos de se ver.

Os personagens masculinos estão musculosos, fortes ou como no caso do Birdie, barrigudos. Já as mulheres …. ah as mulheres, elas estão lindas! Tirando as frescuras que rolaram mundo à fora de ” Ah os seios da Chun-Li estão balançando de mais. Ah a câmera está mostrando muito os fundinhos da Cammy! Ah as roupas da Laura é curta de mais e bláblábla.” Seus corpos estão sim bem sensuais e são os modelos femininos mais bonitos de toda à série.

Os cenários são lindos e cheios de animações e se passam nas ruas da China, uma avenida na Índia, nas montanhas da Nova Zelândia, base da Shadaloo e por ai vai. Claro que teremos mais cenários vindos por ai no decorrer do tempo, mas os que temos no momento não decepciona.

As expressões faciais de cada personagem, que já eram lindas em SFIV evoluíram à um patamar que jamais fora visto antes! Você consegue ver o personagem dando o seu máximo para executar um golpe e/ou levando uma porrada bem forte. Sem contar que dá para ler os lábios dos personagens e ver, por exemplo Ryu gritando seu “Hadouken”.

Os efeitos sonoros do game são muito bons, contendo músicas bem legais, além de sons de impacto ou destruição que em um aparelho adequado, pode fazer sua casa tremer! A dublagem em inglês é satisfatória, já a japonesa é sem sombra de dúvidas a melhor, mais impactante e legal.

Agora vamos falar da melhor parte de SFV, o coração do game: Os controles. Para quem é veterano nos games da série irá se familiarizar rapidinho com os comandos. Para quem é novato talvez não perceba, mas os experientes sentiram que o game está muito mais rápido se considerado ao game anterior, além de estar mais fluído os movimentos e tudo rodando a lindos 60fps.

Mas SFV não seria um game da série se não tivesse novidades e essas se distanciam do game anterior. Agora temos o V-Skills que concede movimentos particulares para cada personagem. EX: Usando a barra V-Skills, Ryu ficará com os punhos energizados e a cada golpe desferido o adversário será eletrocutado, já o Ken ficará com as mãos e pés pegando fogo e cada golpe seu queimará o seu oponente, até mesmo o Hadouken!

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Os V-Triggers podem ser ativados quando a barra V está completamente cheia e ela melhora atributos dos personagens tal como Ryu que pode usar o Perry, aquele movimento que faz com que ele defenda individualmente cada golpe do adversário. Esse movimento existe em Street Fighter III e para saber como ele é, veja um vídeo  no YouTube  da luta de Daigo vs. Justin em Street Fighter III

Os V-Reversal servem para que você fuja daquela apelação marota de seu adversário. EX: Você está encurralado no canto do cenário e o cara não para de apelar no combo: Hadouken/Shoryuken. Ativando o Reversal você pode esquivar/ contra atacar os golpes sem levar dano, isso se parece muito com o antigo esquema de The King of Fighters 97 na qual se usava uma bolinha da barra advanced para usar a defesa ou um counter.

Pode ter certeza que usa-los nas lutas é de extrema importância e fará a luta pender para o lado que melhor souber usa-los.

Por que está tão vazio aqui?

Ao jogar SFV pela primeira vez é possível ver o quanto o game está “vazio, pelado” por assim dizer. O game não possui o modo arcade na qual podemos lutar com uma gama de personagens até enfrentar o Boss final. Em seu lugar (por enquanto) temos o modo história para cada personagem.

Cada um dos personagens iniciais possuem entre 4 à 5 lutas apenas e servem como uma pequena introdução para o modo campanha que será lançada em junho e pelo que a Capcom anda prometendo será um modo no mesmo estilo, ou até melhor do que os vistos em Mortal Kombat 9 e X.

Ainda temos o Survival Mode que é dividido em Fácil, mediu, dificil e muito dificil e contará com lutas contra 10 lutadores,  30, 50, 100 e por ai vai. As lutas são de apenas 1 Round (assim como o modo história), e no intervalo de uma luta para a outra  você pode “comprar” itens para recuperar seu HP.

Temos também o modo versus para dois jogadores no mesmo console, o modo treino para aperfeiçoar suas habilidades nos comandos.

Percebeu o quão pouco que SFV tem à nos oferecer nesse momento? O modo campanha robusto virá só em junho. Os modos Challengers, na qual você deve de realizar certos objetivos impostos para seguir em frente, como exemplo realizar um combo de 10 hits, ou emendar um Hadouken seguido de um Tatsumaki, assim como foi em SFIV. Esse modo chegará em algum momento de 2016.

O modo online, pra quem gosta é o modo que irá prender por muito mais tempo. Na verdade SFV é um game que se sustenta nesse momento no modo online. Você pode escolher a sua nacionalidade independente da região da sua conta na PSN. O meu por exemplo é uma contra EUR e eu pude colocar como Brasil a minha nacionalidade. O game procura qualquer região para se jogar e à vezes que lutamos contra outras pessoas jogando em seus PC’s! Muito massa isso!

As partidas rankeadas são lugares aonde os mais brutais e habilidosos jogadores se encontram  e para se dar bem nesse local, treine muito pois só assim para você evoluir seu rank e entrar para a lista Capcom Fighting Network que é o local aonde todos os jogadores ficam registrados.

Podemos também jogar o modo casual online, que não lhe dá XP para subir no rank, sendo mais para tirar uns contras de boa. Mas podemos ver que o sistema ainda não foi completado pois não podemos fazer torneios de 8 pessoas, sendo restringindo apenas no momento para lutas um contra um.

A Capcom já prometeu várias coisas para o modo online no decorrer dos meses como mais modalidades online, enviar vídeos das suas partidas para o YouTube e a possibilidade de “seguir” um determinado jogador.

Agora para finalizar nossa análise eu preciso falar dos Fight Moneys, moeda virtual que é ganha ao jogar os poucos modos do game. Finalizando o modo história com cada personagem lhe rende uma quantia de FM, jogar todos os levels do Survival, jogando online…. tudo lhe dá Fight Money (e troféus! Só no modo história eu consegui pelo menos uns 7 troféus). Essa grana pode ser gasta comprando-se novos trajes para os lutadores, cenários e até mesmo novos personagens que serão lançados futuramente. Mas a loja virtual do game só ficará aberta à partir da segunda semana de março.

Caso não queira perder seu tempo jogando e jogando SFV você pode comprar qualquer item com a moeda Zenny. Essa moeda pode ser comprada com dinheiro real nosso na PSN.

Concluindo:

Ricardo Lima
Ricardo Lima é Assistente Social em uma instituição que oferta diariamente serviços destinados à população em situação de rua e direcionamentos diversos objetivando a elevação da qualidade de vida e acesso às políticas de garantias de direitos.
Também é administrador do Site VidaPlaystation, o qual mantém a mais de cinco anos, informando sobre o mundo do entretenimento na linha Playstation.
Street Fighter II foi um dos maiores divisores de água no mundo dos games ao lado de Final Fantasy VII. Ambos construíram um legado e após seus lançamentos se tornaram referência e por vezes inspiraram outros jogos e até foram copiados descaradamente. Depois de passar por altos e baixos, A Capcom lança o que segundo ela será o maior game da franquia de todos os tempos: Street Fighter V. INFO: Produtora: Capcom / Distribuidora: Capcom / Gênero: Luta / Consoles: PS4, PC / Jogadores: 2 Autor: Ricardo (Kuro) Eugênio Uma coisa que deve ser dita nessa análise é que a…

Conclusão

Gráficos - 9.5
Jogabilidade - 9
Trilha Sonora - 9
Replay - 9
Diversão - 8.5

9

Street Fighter V em um primeiro momento traz pouco conteúdo para os jogadores single, ou melhor, jogadores que preferem jogar offline não terão muito o que fazer, sendo obrigado a jogar repetidas vezes o modo história, survival ou mesmo treinando. Já os que gostam de desafio, o modo online é a melhor pedida tendo em mente que as partidas são rápidas e sem lag algum, mostrando que os beta-test feitas pela Capcom valeram realmente a pena. É a evolução no modo online dos games de luta. Street Fighter V possui músicas e efeitos sonoros excelentes, dublagem japonesa de alta qualidade e gráficos quase isentos de defeitos (o cabelo da Cammy atravessam seu pescoço o tempo todo), mostram o quanto a Capcom está empenhada em nos trazer um game de luta definitivo, ainda mais com a sua filosofia de que não teremos um novo Street Fighter pelos próximos 10 anos! A empresa deseja enviar atualizações gratutas para o game em toda a sua vida útil. Pelo valor sugestivo de R$289,00, Street Fighter V vem para mostrar que o PS4 é o novo lar dos games de luta. Agora se você não for um viciado em games de luta ou em Street Fighter, a melhor pedida é esperar o game ganhar mais conteúdo ou abaixar o preço.

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Ricardo Lima
Ricardo Lima é Assistente Social em uma instituição que oferta diariamente serviços destinados à população em situação de rua e direcionamentos diversos objetivando a elevação da qualidade de vida e acesso às políticas de garantias de direitos. Também é administrador do Site VidaPlaystation, o qual mantém a mais de cinco anos, informando sobre o mundo do entretenimento na linha Playstation.

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